ANIVERSÁRIO DE RIO BRANCO DO SUL
VISTA AÉREA DE RIO BRANCO DO SUL
GRUTA DA LANCINHA
HINO DE RIO BRANCO DO SUL
Nos bravios sertões do Açungui
Surgiu para a marcha do sucesso
A terra mais bela que já vi
Colméia de Ordem e Progresso
Rio Branco do Sul tens o nome na história
E um passado coberto de glória.
- II
Vila de Voturverava, Nossa Senhora do Amparo
Assim se denominava, este rincão para nós tão caro
Vila de Rio Branco foi batismo final
Hoje Rio Branco concretiza um ideal.
- III
Serras de porte altaneiro, malduras da natureza
Onde o audaz vanguardeiro, vislumbrou imensa riqueza,
Aos descobridores nosso hino de Louvor,
Por nos legarem esta terra de esplendor
- IV
É preciso que se some, a todo fulgor sem par,
Por tudo que tens o nome do amor Pátrio em primeiro lugar,
Seu destino há de ser sem igual, cheio de luz perene e imortal.
06/10/11
História
Toda esta grande região do
planalto curitibano, onde está inserido o
território do
município de Rio Branco do Sul, foi amplamente movimentada por
expedições exploradas, que vinham à
cata do ouro e do gentio, tarefa fácil pelo fato em si, mas pela quantidade com que eram encontrados por estas paragens os
primeiros habitantes do Paraná, os povos indígenas.
Ao longo das inúmeras incursões, muitos povoados foram surgindo, nas áreas demandavam as fraldas da
Serra da Bocaina até o
Vale do
Açungui. A primeira povoação que deu origem ao atual
município de Rio Branco do Sul foi
Nossa Senhora do Amparo. Este
vilarejo recebeu, em
1790, a visita do
padre Francisco de Chagas
Lima, que benzeu o
cemitério da localidade e rezou uma missa; Mais tarde o padre Chagas iria celebrizar-se por ocasião da povoação dos
Campos de
Guarapuava. Nesta época florescia o povoado de Rocinha, não muito distante de
Nossa Senhora do Amparo.
No ano de
1825, o
padre Antonio Teixeira Camello, observando o crescente progresso da povoação de
Nossa Senhora do Amparo, com sua gente se dedicando à
lavoura e às
minas de
ouro, que existiam aqui e acolá, pleiteou junto ao governo da
Província de São Paulo , e ao Bispo de Prelazia, a criação de uma freguesia naquela localidade. No entanto seus apelos não foram ouvidos. Em
1831, o vilarejo teve sua denominação alterada para Votuverava, que em
Tupi-Guarani significa "colina da ladeira brilhante". O capelão era o padre
Camargo e no ano de
1834 a povoação era pastoreada por um
vigário.
Com a criação da
Província do
Paraná, em
1853, mudou-se o conceito político, e um número muito grande de novas unidades municipais foi criado, para servir de sustentação política ao novo governo. Neste contexto o povoado ganha foros de freguesia, através da
Lei Provincial nº 30 de
7 de abril de
1855. Em
1861, Domingos Costa doa terreno para que a
freguesia seja transferida de lugar, o que se efetiva pela
Lei nº 67, do dia
23 de maio. Esta mudança durante dez anos, voltando à sua antiga localização.
Pela
Lei Provincial nº 255, de
16 de março de
1871, foi criada a Vila de
Nossa Senhora do Amparo de Votuverava, que
3 de abril do mesmo ano ganhou foros de
município, com a denominação alterada para simplesmente Votuverava, com
território desmembrado de
Curitiba.
As lideranças municipais de Votuverava optam por nova mudança de
sede municipal, desta vez indo para o antigo arraial da Rocinha. Esta escolha, depois de consolidada, foi efetivada pela
Lei Estadual nº 733, de
21 de fevereiro de
1908, ocasião em que Votuverava perde sua denominação, passando a se chamar Vila Rio Branco.
Pelo
Decreto Estadual nº 7.573, de
20 de outubro de
1938, extingue-se o
município de Rio Branco, passando a pertencer territorialmente ao
município de
Cerro Azul. Através do
Decreto-Lei Estadual nº 199, de
30 de dezembro de
1943, em tempos de
Estado Novo e de ajustes políticos, passou a condição de simples distrito de
Cerro Azul, e denominação alterada para Votuverava.
Somente no
10 de outubro de
1947, pela
Lei Estadual nº 2, é que autonomia política foi restaurada, voltando à denominação de
Rio Branco, desta vez acrescida de "do Sul", para diferenciá-la da
capital acreana.
Acesso google, 06/10/11